Sonangol, ANPG, IRDP e outras empresas fazem declarações prospetivas no AOG 2022

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Sonangol. ANPG. IRDP

Disponível em inglês.

Os chefes das principais empresas angolanas de petróleo e gás — Sonangol, Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP), ExxonMobil e Eni — fizeram poderosos discursos de abertura durante o primeiro dia da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas (AOG) 2022, esta terça-feira. Sob o tema ‘Promover uma Inclusiva, Atraente e Inovadora Indústria de Petróleo e Gás em Angola’, os discursos de abertura enfatizaram a necessidade de um renovado investimento direto estrangeiro para fazer avançar o setor energético nacional e cumprir os objetivos globais de sustentabilidade.

Enquanto empresa petrolífera nacional de Angola, a Sonangol recentrou as suas atividades na cadeia de valor da exploração e produção primárias — alienando os seus ativos não-essenciais, adquirindo participações em novos blocos de exploração, avançando com vários projetos de refinamento e rentabilização de gás, e liderando enquanto precursores projetos inovadores de energia renovável e de produção de hidrogénio. Olhando para o futuro, a empresa petrolífera estatal procura aumentar a sua quota operacional de produção total para 10% até 2027 e cimentar a sua transformação como agente energético moderno, integrado e competitivo.

“A Sonangol adotou uma estratégia de transição energética justa, baseada na diversificação. Com esta abordagem, o petróleo é o nosso maior pilar empresarial e o gás é o principal propulsor da produção de energia mais limpa,” declarou Sebastião Gaspar Martins, Presidente do Conselho de Administração da Sonangol. “Também fizemos progressos no investimento em projetos de energias renováveis, com duas plantas de centrais solares fotovoltaicas em vias de execução, em parceria com COI’s de renome, de modo a tornar a produção de energia solar próxima de 150 MW. Além disso, a Sonangol está comprometida com a implementação de projetos de produção de hidrogénio verde a serem desenvolvidos entre o nosso centro de I&D e duas empresas alemãs.”

Desde a sua inauguração formal em Fevereiro de 2019, a ANPG tem revitalizado o setor upstream angolano através do seu papel atribuído como concessionário nacional. Além de liderar uma estratégia de seis anos de licenciamento que coloca o total de 55 blocos em oferta entre 2019 e 2025, a Agência lançou uma edição revista da Estratégia de Exploração de Hidrocarbonetos 2020-2025, centrada no reforço das atividades de investigação e avaliação em bacias sedimentares e no aumento da produção por meio do desenvolvimento de ativos localizados perto das infraestruturas de produção existentes.

“O petróleo e o gás são recursos estratégicos para as nossas receitas internas e para a diversificação da nossa economia… Estamos a tentar combater o declínio, e isto não pode ser feito sem a participação de todas as partes, incluindo operadores e prestadores de serviços,” declarou Paulino Jerónimo, Presidente da ANPG. “O nosso país continua a manter um enorme potencial em petróleo e gás e importantes recursos para o seu desenvolvimento. A nossa estratégia para o futuro focar-se-á na implementação de ações para alterar o declínio da produção e das reservas de petróleo, garantindo a sustentabilidade, assegurando que haja mais produção, e concluindo a implementação da Estratégia de Exploração de Hidrocarbonetos 2020-2025, que se centra na avaliação das bacias interiores.”

Ao mesmo tempo, o IRDP tem liderado várias conquistas em linha com a sua missão de regular o setor downstream e está ativamente empenhado em aumentar o número de estações de abastecimento de combustível em Angola, bem como em trabalhar no sentido da completa liberalização do setor. No entanto, o Diretor Geral do IRDP, Manuel Albino Ferreira, salientou que ainda há progressos a fazer para que Angola se torne autosuficiente na produção de produtos petrolíferos refinados, com a perspetiva de exportar para a região no futuro. 

“Para tornar o setor mais competitivo e atrativo, o IRDP tem trabalhado para liberalizar formalmente toda a cadeia de valor downstream. Ao mesmo tempo, subsistem desafios: melhorar a capacidade de refinação do país para alcançar a autossuficiência, promover a expansão da capacidade de armazenamento em terra com o objetivo de acomodar reservas de petróleo e expandir a rede nacional de estações de serviço,” declarou Albino Ferreira. “A nossa atual capacidade de refinação não é suficiente para satisfazer a procura nacional de derivados de petróleo e combustíveis, tais como gasóleo e gasolina, o que nos obriga a importar cerca de 69% das nossas necessidades locais de combustíveis líquidos,” continuou.

Em nome do setor privado, as principais empresas ExxonMobil e Eni (que agora opera em Angola como Azule Energy) destacaram os seus compromissos de longa data com os sucessos da exploração e produção de Angola. Ambas as empresas assumiram um papel de liderança no renascimento do upstream de Angola, com a ExxonMobil a fazer perfurações bem-sucedidas de petróleo no início deste mês como parte dos seus planos de reabilitação do Bloco 15 e com a Eni a liderar várias descobertas petrolíferas sucessivas ao largo da costa no Bloco 15/06.

“A nossa indústria tem sido e continuará a ser um substancial contribuidor para as receitas governamentais. À medida que trabalhamos para responder à crescente procura global de energia, uma coisa é certa: o petróleo e o gás continuarão a ser necessários, enquanto as energias renováveis amadurecem e penetram nos mercados globais,” disse Melissa Bond, Presidente e Diretora-Geral da ExxonMobil de Angola. “Para ajudar na transição energética, serão necessários investimentos significativos em novos fornecimentos de petróleo e gás. Precisamos de garantir que as oportunidades por toda a África sejam robustas e globalmente competitivas para atrair os fundos de investimento limitados disponíveis.”

“África é um dos líderes mundiais na garantia de acessibilidade e segurança energética,” afirmou Guido Brusco, COO da Natural Resources, Eni S.p.A. “Esta é uma oportunidade única para os países africanos. Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para tirar partido desta oportunidade, sem esquecer o processo de transição energética. O investimento upstream não está em contradição com a transição energética.”

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