O Painel AOG 2022 Explora a Cooperação Regional para a Expansão do Mercado Africano de Petróleo e Gás

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Oil. Gas.

Disponível em inglês.

Intitulado “Emergência Regional: Descobertas de Petróleo e Gás em Toda a Região Mudam a Narrativa Energética para Angola e seus Vizinhos”, o painel de discussão foi realizado durante o segundo dia da edição de 2022 da Conferência e Exposição Angola Oil & Gas, em Luanda, no qual foi explorada a integração regional e a colaboração entre os países e as empresas africanas para maximizar o desenvolvimento e exploração de recursos energéticos para a segurança energética e o crescimento económico.

 

Moderado pelo Dr. Flavio Inocencio, Fundador & Sócio da Helios Advisory, como oradores do painel constaram Joaquim Chipuco, Diretor Comercial, Sonils; Scott Evans, CEO, ReconAfrica; Hugo Guimarães, CEO, Soapro; Shakwa Nyambe, Sócio-Gerente, SNC Law Group e Eric Williams, Presidente & Consultor Principal, Royal Triangle Energy Solutions.

O painel demonstrou como os países da África Austral e as empresas de petróleo e gás estão a fazer parcerias para garantir a segurança energética regional. A este propósito, Chipuco deu como exemplo um acordo de implementação de infraestruturas de transporte que a Sonils assinou com a Namcor e a Namport, e o modo como este irá beneficiar o setor energético da região através de um aperfeiçoado comércio de energia.

Evans acrescentou: “Nas obras de perfuração que estamos a fazer na Namíbia, o nosso apoio provém de Angola, tal como as estradas, infraestruturas e pessoas a que estamos a recorrer para trazer equipamento e competências. Existe muita colaboração já em curso”.

Comentando a forma como a colaboração pode ser melhorada em toda a região para desbloquear o pleno potencial da indústria de petróleo e gás, Guimarães afirmou que “não estamos no topo em termos de desenvolvimento tecnológico, precisamos de estabelecer parcerias a níveis basilares e de reconhecer as nossas capacidades. É necessário que haja mais investimentos a serem feitos para ligar países por via das infraestruturas, como estradas para impulsionar o transporte de bens e serviços; e as empresas precisam de efetuar mais parcerias e reforçar os fundos.”

Acrescentando ao aspecto frisado por Guimarães, Chipuco disse: “Há necessidade de comunicar e partilhar mais. A integração regional é necessária, mais do que a competição entre países. Precisamos de ver como é que podemos conjugar esforços para acrescentar valor.” Angola tem estado envolvida neste jogo há muito tempo e isto deu-nos uma oportunidade de construir infraestruturas e competências. Esta é a capacidade necessária para acrescentar valor à região. É preciso ver a Namíbia e a África do Sul a beneficiar de Angola através da cooperação na implantação de infraestruturas e no desenvolvimento de competências técnicas.”

Nyambe afirmou “Com Angola a planear a construção de novas refinarias, surge a necessidade de maior cooperação com os países regionais em matéria de normas e certificação. Ao garantir que os seus produtos e pessoas estejam certificados para satisfazer as necessidades regionais, Angola terá um mercado para os seus produtos refinados. Para assegurarmos a integração regional, precisamos de transformar o Conteúdo Local em Conteúdo Regional, facilitar a circulação de empresas e o fluxo de dinheiro por toda da região.”

Quanto aos requisitos para impulsionar a cooperação regional, Williams reiterou que tal “Começa ao nível da liderança: os líderes e a visão que eles têm é a chave para avançar. Como país e em termos de aproveitamento de novas oportunidades, a estratégia de que necessitamos deve olhar para o equilíbrio com os investimentos externos, com uma compreensão profunda do que temos e do risco associado a isso. A experiência que foi construída ou que está a ser construída na região pode então ser devidamente mobilizada para agarrar oportunidades a nível regional. Temos de pensar em como podemos nós usar os recursos de África em benefício da população africana. Precisamos de recuar um passo e concentrar-nos no que é que estamos a tentar alcançar. Assim que os ministros africanos aumentarem a colaboração, poderemos começar a remover as barreiras artificialmente acrescentadas.”

A discussão também explorou os hotspots energéticos de África e o futuro do setor energético do continente. Evans identificou esses hotspots como cruciais para a “Nigéria, Angola, Moçambique e Guiné Equatorial”. À medida que vamos para sul, só recentemente houve sucesso. A África Austral é, em grande parte, um hotspot para a exploração offshore, na sequência do sucesso da TotalEnergies e da Shell. Este é o início do sucesso e do crescimento da indústria para a região, sendo a África costeira provavelmente a área mais subexplorada do mundo.”

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