Guiné-Bissau e Senegal Promovem o Desenvolvimento Conjunto do Potencial do Hidrocarboneto na Bacia de MSGBC

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A Guiné-Bissau usufrui de várias áreas de mar territorial com boas perspetivas para uma variedade de empresas independentes de exploração e produção (E&P) e também para empresas petrolíferas internacionais (EPIs), que operam atualmente em vários países com uma parte da Bacia, incluindo a Svenska Petroleum da Suécia, a PetroNor E&P da Noruega e a FAR LTD da Austrália – que também está presente na Gâmbia e no Senegal. A maior parte das atividades de E&P são realizadas em parceria com a Petroguin EP, a empresa nacional de petróleo e gás da Guiné-Bissau, mas existe outra entidade particularmente importante no sector do petróleo e gás da Guiné – a Agência de Gestão e Cooperação entre a Guiné-Bissau e o Senegal (AGC).

A AGC é uma entidade que comunica diretamente com os Presidentes de ambos os países sobre todos os desenvolvimentos da indústria petrolífera e do gás; e também possui ligações diretas com os ministérios de interesse – o Ministério do Petróleo e Energia do Senegal e o Ministério dos Recursos Naturais e Energia da Guiné-Bissau.

A AGC está sediada no Senegal, em Dakar e é responsável pela realização de estudos geológicos e geofísicos, trabalhos de perfuração e atividades de exploração e de recursos petrolíferos. Igualmente importante, a AGC é responsável por auxiliar no marketing e promoção de todas as atividades de petróleo e gás na Guiné-Bissau. Finalmente, a AGC também participa de forma ativa para assegurar que estes recursos naturais são explorados de forma sustentável, de forma a garantir o controlo e proteção do ambiente marinho onde estes blocos de mar territorial estão localizados.

Para além da sua importante função no desenvolvimento da cooperação regional no sector do petróleo e do gás, a AGC desempenha também funções em dois outros sectores altamente estratégicos para ambos os países, a mineração e a pesca. A Guiné-Bissau é sem dúvida um dos países mais ricos de África no que à quantidade de recursos naturais diz respeito. Existem reservas consideráveis de bauxite e de fosfato no país.

As Operações Petrolíferas na zona da AGC começaram em 1958 com a Compagnie des Pétroles Total Afrique de l’Ouest (COPETAO) no Senegal e a Companhia EXXON na Guiné-Bissau. Inicialmente, as Operações Petrolíferas centraram-se nas cúpulas salinas (Dôme Flore e Dôme Gea) caracterizadas pelas armadilhas estruturais. Estas operações levaram à descoberta de reservas de petróleo pesado na Dôme Flore em 1967 e na Dôme Gea em 1971.

Em 1991, a Casamance Petroleum Ltd. obteve a licença de exploração de hidrocarbonetos conhecida como a Licença de Dôme Flore e recolheu uma série de dados sísmicos em 3D (300 km2) na Dôme Flore e na Dôme Gea. Esta licença caducou em 1994 e a área foi posteriormente reatribuída à empresa Pecten, que perfurou um poço de exploração de pouca profundidade chamado “Boabab-1” na parte oriental da Cúpula Gea em 1996. Esta perfuração verificou a existência de petróleo. De 1997 a 1999, a AGC levou a cabo estudos sísmicos, e depois procurou promover, através de uma enorme campanha, os blocos do grande mar territorial da Zona de Exploração Conjunta, onde a AGC facilita a cooperação entre o Senegal e a Guiné-Bissau.

Na sequência desta campanha de promoção foram concedidas, no início de 2001, duas licenças de exploração de hidrocarbonetos nas zonas profundas (a Licença Cheval Marin e a Licença Southern Cross) à empresa AGIP- uma subsidiária da empresa multinacional petrolífera Eni – e à Fusion Oil & Gaz NL, respetivamente. Posteriormente, estas duas empresas realizaram importantes trabalhos de investigação sísmica em 2D e 3D e estudos magnéticos, gravimétricos, geoquímicos e geológicos, com as suas respetivas licenças. Atualmente, a AGC tem várias parcerias com empresas de petróleo e gás, incluindo a Petroguin E&P, a Oryx Petroleum, a CNOOC/NEXEN, a Tender Oil & Gas SARL, e a Best Petroleum, entre outras. Um futuro leilão poderá atrair ainda mais entidades para os blocos de mar territorial geridos pela AGC.

Futuros Leilões

Após as várias descobertas de grande magnitude que aconteceram entre 2014 e 2017 nas águas territoriais do Senegal (SNE, SAGOMAR) e na fronteira com a Mauritânia (GTA), o interesse atual de toda a região em desenvolver o potencial de hidrocarbonetos na Bacia de MSGBC, que está muito pouco explorada, rejuvenesceu. Os blocos de mar territorial que a AGC está encarregue de gerir e promover para futuros leilões conta, atualmente, com uma série de médias empresas de E&P, que estão a analisar os dados sísmicos obtidos e a prospeção de petróleo e gás, mas tanto a Guiné-Bissau como os seus parceiros no Senegal estão interessados em atrair novos investidores e na possibilidade de fazer parcerias com EPIs para ajudar a financiar uma campanha de exploração e perfuração mais agressiva. 

Em resposta à crescente demanda por energia renovável e ao crescente interesse das partes interessadas internacionais em investir, desenvolver e ter sucesso na África, a Energy Capital & Power realizará a conferência e exposição MSGBC Oil, Gas & Power 2021 em 2-3 de dezembro de 2021. Focada no aprimoramento de parcerias regionais, estimulando o investimento e o desenvolvimento nos setores de petróleo, gás e energia, a conferência unirá as partes interessadas internacionais regionais com oportunidades africanas, servindo como uma plataforma orientada para o crescimento para o setor de energia da África.

Saiba mais sobre a conferência aqui: 

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Miguel Artacho

Miguel Artacho

Miguel is a Field Editor at ECP. Miguel is a forward-thinking communications professional currently specializing in the energy sector. Adept at developing engagement strategies and building relationships. He is known for working ethically and effectively with internal and external stakeholders to further the business goals.

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